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Guia de estudo

Como resolver questões certo ou errado de concurso

No formato certo ou errado, cada item é uma afirmação para julgar, e uma palavra pode inverter o sentido. Veja um método para julgar itens e a conta de quando vale arriscar.

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Como funciona o formato certo ou errado

Nas provas de itens para julgar, o candidato lê um texto ou um comando comum e marca cada item como Certo ou Errado. É o estilo tradicional da CEBRASPE (antigo CESPE/UnB) e também é muito usado pela Quadrix: no banco do QI Roxo, cerca de 63% das questões da CEBRASPE e cerca de 74% das da Quadrix são de certo ou errado.

Diferente da múltipla escolha, não há “a mais correta”: cada item é julgado sozinho, e a ausência de alternativas para comparar torna a leitura ainda mais importante.

A pontuação muda a estratégia

Em muitas provas nesse formato, cada item errado anula um item certo: a nota é a diferença entre os acertos e os erros, e o item em branco não pontua nem penaliza. Nem toda prova segue essa regra, e o critério de correção está no edital de cada concurso. Leia essa parte do edital antes de definir a sua estratégia.

A conta de quando vale arriscar

Com a regra “um erro anula um acerto”, cada item marcado vale +1 se estiver certo e −1 se estiver errado. Se a sua chance de acertar é p, o valor esperado de marcar é p − (1 − p) = 2p − 1. Isso é positivo só quando p é maior que 50%. Em outras palavras: marcar vale a pena quando você tem mais de 50% de confiança; abaixo disso, deixar em branco evita perder pontos.

Um método em quatro passos para julgar um item

  1. Isole a afirmação. Reescreva com as suas palavras o que o item diz.
  2. Identifique o sujeito, o verbo e a condição. Quem faz o quê, em que circunstância, com que prazo ou limite?
  3. Compare com a regra. Texto da lei, conceito ou trecho do texto de apoio.
  4. Procure a palavra que trocou. Se a afirmação parece “quase” certa, a diferença costuma estar em um termo.

Pegadinhas mais comuns

Exemplo: dois itens, uma palavra de diferença

Os itens abaixo foram escritos pelo QI Roxo para ilustrar a técnica; não são de prova real.

Itens de exemplo

Item 1. A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.

Item 2. De acordo com a Constituição Federal, por determinação judicial, é possível penetrar na casa sem consentimento do morador a qualquer hora do dia ou da noite.

Ver gabarito comentado

Item 1: Certo. Reproduz o art. 5º, XI, da Constituição Federal.

Item 2: Errado. A ordem judicial só autoriza a entrada durante o dia. À noite, a entrada sem consentimento só é possível em flagrante delito, desastre ou para prestar socorro. O que mudou entre os itens foi uma única expressão: “a qualquer hora”.

Como treinar

Perguntas frequentes

Na prova certo ou errado, o erro sempre anula o acerto?

Não. Em muitas provas é assim, mas o critério de correção depende do edital de cada concurso. Leia essa parte do edital antes de decidir a estratégia.

Vale a pena chutar em certo ou errado?

Se cada erro anula um acerto, só vale marcar quando a sua confiança é maior que 50%. Se não há penalidade, vale marcar sempre. O guia mostra a conta.

Quais bancas usam certo ou errado?

A CEBRASPE (CESPE) e a Quadrix são as que mais usam no banco do QI Roxo. Confira o formato no edital do seu concurso.

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Atualizado em 23 de outubro de 2026.